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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Título coroa evolução da Itália e traz lições para o Brasil

Jogadores da Itália comemoram com torcida o título da Eurocopa sobre a Inglaterra, em Wembley - Christian Charisius/picture alliance via Getty Images
Jogadores da Itália comemoram com torcida o título da Eurocopa sobre a Inglaterra, em Wembley Imagem: Christian Charisius/picture alliance via Getty Images
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

11/07/2021 19h21

A Itália ficou fora da Copa do Mundo e três anos depois venceu a Eurocopa, em Wembley, contra a Inglaterra.

A subida do Inferno ao Céu não foi aleatória. Passou por um novo treinador - Roberto Mancini - que não teve medo de ousar. Buscou novos jogadores e um estilo que deixou no lixo o clichê da Itália retrancada, dona do catenaccio.

Priorizou um meio campo com jogadores versáteis, capazes de tratar bem a bola, sem descuidar da marcação. Jorginho, Barela, Verrati e Locatelli foram muito bem.

E conseguiu vencer mesmo perdendo Spinaloza, seu lateral esquerdo, bem ofensivo. Parecia brasileiro. Brasileiro de antigamente.

É do jogo lateral que vem a lição. O gol da Inglaterra, na final, veio de uma inversão de Trippier para Shaw. Algo impensável na Seleção de Tite & Filho, sempre jogando pelo meio. O país que teve Júnior, Marinho Chagas, Roberto Carlos, Leandro, Jorginho, Carlos Alberto não tem um Spinazola.

E centroavante? Harry Kane estava lá, sempre levando perigo. Chiesa. Inmobile. O Brasil não tem. Mas tem atacante operário, sempre pronto a marcar saída de bola.

Por fim, um dado. Nos 90 minutos de jogo, a Itália fez 15 faltas. A Inglaterra, 7. O Brasil, contra a Argentina, fez 22. Igualou os dois europeus. A Argentina fez 19.

São lições que Tite, já há cinco anos na Seleção, precisa aprender.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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