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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Benitez em noite de Rui Chapéu e alfaiate, comanda São Paulo rumo à semi

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

14/05/2021 23h48Atualizada em 15/05/2021 00h12

Meu nome é Benítez.

Martín Benítez.

Mucho gusto.

A primeira apresentação havia sido contra o Sporting Cristal, na abertura da Libertadores. Será que é sempre assim?.

Não foi.

Mas voltou a ser nos 66 minutos em que esteve em campo nos 4 x 2 contra a Ferroviária.

Uma noite espetacular.

Os passes que deu para Igor Vinícius e Pablo (terceiro e quarto gols) pareciam jogadas de Rui Chapéu, Carne Frita, Roberto Carlos ou Baianinho de Mauá. Sinuca. A bola caminhando na superfície verde e chegando ao seu destino.

Passes sob medida. Como os alfaiates argentinos que faziam sucesso no Rio de Janeiro na metade do século passado.

E a sua conexão com Igor Vinícius não se restringiu ao gol do lateral. Os dois primeiros gols, de Sara e Liziero começaram assim também.

O time de Crespo é muito bem treinado. Tem repertório. Tem variação. E é muito combativo. Fez 24 faltas contra 17 da Ferroviária. Morde muito, busca a bola e Benítez sabe o que fazer. Só para lembrar: o quarto gol começou com um desarme do argentino. De carrinho.

O São Paulo, com a vantagem, descansou jogadores como Pablo, Benítez, Luan, Liziero e Sara. Shaylon teve seus minutos, como contra o Rentistas.

Parece que Crespo está acreditando nele.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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