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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Torço contra Neymar, Lucas, Chu, nadador dopado e muitos mais

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

11/05/2021 14h59Atualizada em 11/05/2021 15h11

O Brasil tem 420 mil mortos pela covid. O Brasil tem poucas vacinas. Os dois dados estão unidos. Um é causa e o outro é efeito. E tudo está ligado ao mau gerenciamento da crise.

O gestor que não funciona se chama Jair Messias Bolsonaro.

E como eu posso ter empatia com atletas que apoiam o presidente?

Giba, que foi condenado por não pagar pensão às filhas?

Neymar e Lucas que apoiam a chacina no Rio. Independentemente dos antecedentes criminais, existe pena de morte no Brasil?

E Neymar já se acertou com o fisco?

E Chu Santos que reserva o Inferno aos gays. Inclusive suas colegas de time?

E André Calvelo, pego no doping?

E Wallace e mais um do vôlei, fazendo 17 antes da eleição?

Por que devo torcer para essas pessoas? Por que são brasileiros como eu? De jeito nenhum. Aliás, não confundo esporte com patriotismo. Nada a ver.

Dizem que não posso misturar minhas ideias com o esporte. Corretíssimo. Não misturo mesmo. Para mim, Neymar é o maior jogador do Brasil após Pelé. Acho que ele jogaria em todas as seleções brasileiras de 70 para cá.

Mas eu sou cidadão. E, como cidadão, tenho o direito de torcer contra. A vitória deles não é a vitória do Brasil. É a vitória de quem está transformando o Brasil em pária do mundo. De quem não gosta de preto, de pobre e de gays.

Eles lá e eu cá.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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