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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Seleção é Gabigol e mais três

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

05/05/2021 14h57Atualizada em 05/05/2021 21h00

Sabe a sensação de ver a história sendo construída na sala de sua casa? É o que tivemos, de forma traumática, com a morte de Ayrton Senna. É o que vemos agora, a cada jogo, a cada gol, a cada recorde, a cada título de Gabigol.

Duas vezes seguidas artilheiro do Brasileirão, goleador na Libertadores, Gabigol é um atacante notável. Tem presença na área, tem mobilidade, tem técnica, é arco e flecha. Artilheiro letal.

É o principal atacante brasileiro. Deixando Neymar de lado, Tite deve convocar quatro atacantes. Gabriel é o primeiro. Os outros? Jesus, Firmino e mais uma vaga.

Contra Gabigol, há sempre a carta do seu fiasco na Europa. Fiasco verdadeiro. Mas, me diga lá, velho camarada, não é fiasco também passar uma Copa em branco?

Gabriel Jesus e Roberto Firmino são jogadores consagrados na Europa. Mesmo agora, quando Guardiola prefere jogar sem um nove fixo e reserva a Gabriel apenas o banco de reservas. Mesmo quando Klopp não escala Firmino com tanta frequência como antes.

São jogadores respeitados, mas formam, a meu ver, a dupla de ataque mais fraca das últimas Copas. Neymar e Fred (2014), Luis Fabiano e Robinho (2010), Ronaldinho e Ronaldo (2006), Ronaldo e Rivaldo (2002), Ronaldo e Bebeto (98), Romário e Bebeto (94), Careca e Muller (90), Careca e Muller (86), Serginho e Eder (82)....

A entrada de Gabigol deixa o Brasil mais forte, mais matador, com mais fome de gol. Seu parceiro pode ser Firmino, Jesus, Richarlyson ou até Neymar.

O quarto elemento na seleção pode ser, por que não?, Pedro, o reserva de Gabigol.

Vejamos se a pandemia abre a cabeça de Tite, sempre apegado a seus jogadores. Quem leva Taison e Fred (o outro), ao Mundial, tem a obrigação de levar Gabigol.

Podcast UOL Flamengo: "Não há como Pedro ser titular no Flamengo atualmente"

UOL Esporte

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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