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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Fernando Diniz merece agradecimentos de Crespo

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

13/04/2021 14h39Atualizada em 13/04/2021 14h39

Hernán Crespo, após a vitória sobre o Bragantino, agradeceu a Fernando Diniz, ex-treinador, pela base que recebeu, o que facilitou seu trabalho.

Um belo gesto, diferente do que fez Abel Ferreira aí ficar em quarto lugar no Mundial, quando fez críticas veladas a Luxemburgo.

Mas, além de educado, o gesto de Crespo é baseado em feitos reais.

Ele gosta de time que saia jogando "por baixo", desde a defesa. Fazia assim no Defensa y Justicia. O São Paulo de Diniz fazia à exaustão.

Crespo está encantado com Léo Pelé. O zagueiro canhoto pelo lado esquerdo, algo básico para que seu estilo de imposição tenha sucesso. Fernando Diniz que inventou Leo Pelé na zaga.

E Luciano, Crespo já percebeu, é o melhor atacante do time. Foi Diniz que trouxe.

E, se o Fernando Diniz é tão bom, por quê o blogueiro/colunista o criticava tanto?

Ora, Fernando era muito alegado a seus conceitos e não conseguia resolver problema graves.

1) A fragilidade defensiva, principalmente com Reinaldo - Crespo colocou três zagueiros e melhorou.

2) A fragilidade de marcação pelo meio - Crespo abriu mão de Tchê Tchê, por muito tempo intocável com Diniz.

3) Diniz tinha um time marcado pelos adversários, com a saidinha perigosa, com meias na própria área - Crespo faz a saidinha com zagueiros e varia esquemas. Contra o Braga, deixou o 3-5-2 e foi para o 4-4-2, com Galeano, Arboleda, Bruno Alves e Leo Pelé na primeira linha e Gomes, Daniel, Luan e Reinaldo na segunda.

Há uma outra diferença, mas seria muito injusta colocar na conta de Diniz. Com Crespo, o time tem mais amplitude e profundidade, com Eder, Rojas e Bruno Rodrigues. Diniz não tinha esses jogadores. Não se pode culpá-lo de jogar apenas pelo meio.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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