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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Corinthians se livra de Cazares, o talento em doses mínimas e aleatórias

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

13/04/2021 12h28Atualizada em 14/04/2021 15h29

Jorge Maringá era um seresteiro de Aguaí. Tinha um violão afinado, uma voz grossa e nenhuma vontade de agradar.

No bar, cercado por amigos e fãs, cantava e era acompanhado por um coro de bêbados. O repertório ia de Altemar Dutra a Nelson Gonçalves e outros gigantes.

Era um deleite, mas sempre sujeito aí humor de Jorge. Se você pedisse A volta do Boêmio, por exemplo, Jorge olhava e dizia "você gosta hein" e não cantava.

Jorge distribuía migalhas de seu talento.

Cazares é assim. Com uma agravante: Jorge não aceitava dinheiro.

O Corinthians vive um momento de incertezas, dentro e fora de campo. É um círculo vicioso: a dívida é enorme, o que influencia na qualidade do elenco.

Clube endividado e time ruim, apesar dos bons resultados. É preciso agir.

O presidente Duílio Monteiro Alves, que também é culpado pela situação - era diretor de futebol - resolveu enfrentar a dívida. Opção correta.

A ideia é ter um time comprometido, lutador e mais barato. Cazares não se enquadra em nenhum dos parâmetros.

Tem muito mais gente que precisa sair. É preciso buscar na base - que nem parece tão promissora - e apostar no departamento de scout. Desde que não tragam nomes como Leo Natel ou Jonathan Cafu.

Com calma, competência, sem medo de cortar na carne e sem preguiça, o Corinthians supera o mau momento.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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