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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Estamos sendo assassinados. E o futebol não para

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

02/03/2021 22h22Atualizada em 03/03/2021 10h36

Não tem vacina.

Não tem Ministro.

Não tem UTI.

O que tem é um falso Messias.

Um Jim Jones.

O que tem é o Rei Mercado.

O que tem é futebol.

Futebol chinfrim, que nem serve como ópio do povo.

Futebol como pano (roto) de fundo para assassinato em massa.

1726 compatriotas assassinados em um dia. Pelo descaso, pela incompetência? Pior. Tudo indica um plano criado e seguido à risca.

Quantos morrerão durante o Derby?

Ou o Brasil para, futebol incluso, ou o Brasil morre. Morre como Pátria e vive como Pária. Morre como Nação. Morre como um espaço físico onde vivem cidadãos cientes de seus direitos e deveres.

Somos bovinos caminhando para o matadouro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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