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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Abel Ferreira precisa ter conversa de educador com Luan

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

01/03/2021 12h26Atualizada em 01/03/2021 12h31

Abel Ferreira é uma pessoa importante para o futebol brasileiro, embora tenha arribado por essas bandas há apenas quatro meses.

Já ganhou uma Libertadores e pode vencer a Copa do Brasil.

Mas não falo apenas do aspecto técnico. Ou de tática. A importância dele ultrapassa o campo.

Ele tem se mostrado alguém interessado em melhorar o futebol. Coloca o dedo na ferida que é o calendário. E se mostra humilde ao reconhecer erros táticos, como na derrota para o River Plate, e comportamentais, como na pressão contra arbitragem.

Não estou fazendo aqui uma mini hagiografia de Abel. Ele também erra, como no Mundial, quando foi mal em campo e também na entrevista.

Enfim, Abel tem algo de diferente e pode contribuir muito para o futebol brasileiro.

Por isso, espero muito de uma conversa dele com Luan, expulso contra o Grêmio, após uma cotovelada violenta em Diego Souza, em um lance sem perigo algum.

E justamente isso - lance sem perigo - é o que não espero de uma conversa de Abel. Esse enfoque fica para outros "professores": porra, Luan, o lance não tinha perigo, você prejudicou o time e agora, vai pro banco de reservas.

Não. Um verdão professor precisa explicar a Luan que, apesar de futebol ser um jogo de contato, o que ele fez foi uma covardia. Foi uma tocaia.

Abel precisa dizer a Luan que um ser humano não pode fazer aquilo com outro. É um ato animalesco.

Quando Luan deixou o campo, Felipe Melo correu até ele e disse: vamos correr por você. Um exemplo de corporativismo que se confunde com cumplicidade diante da violência descabida.

Abel precisa dar mais a Luan do que palavras vazias do coach Felipe Melo ou do que uma suplência. Pode torná-lo um cidadão melhor.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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