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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Juanfran diz adeus e só os iludidos sentirão falta

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

25/02/2021 12h11Atualizada em 25/02/2021 17h10

Juanfran deixa o São Paulo após 56 jogos, zero gols e três assistências. E média consistência defensiva. A seu favor, podemos dizer que alguns bons passes não terminaram em gol por causa da falta de capacidade dos atacantes.

Juanfran não foi um horror. Foi médio. Sua permanência pouco acrescentaria. Sua saída diminui a folha de pagamento em torno de 5%. Não é uma escolha difícil.

A saída é melancólica, quando se lembra da apresentação. Foi tratado pela diretoria como poliglota, bom de vestiário, líder, agregador, dono de mentalidade vencedora e capaz de dar novo status ao São Paulo.

Todas "qualidades" que poderiam servir de escudo para seu jogo fraco. Não serviram. Que o dinheiro economizado com sua saída seja bem aproveitado. Não é difícil achar um bom lateral que ganhe em real e não em euro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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