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REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Na mira do São Paulo, Crespo tem mais derrotas que vitórias na carreira

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

07/02/2021 12h50

Hernán Crespo, que está bem cotado para ser o novo treinador do São Paulo, tem dois pontos conflitantes no currículo: levou apenas 85 jogos para conquistar um título (Sul-americana com o Defensa y Justiça) e mais derrotas que vitórias.

Crespo começou a carreira profissional no Modena, da Itália. Teve 11 vitórias, cinco empates e 19 derrotas. Deixou a Itália e voltou à Argentina. No Banfield, foram quatro vitórias, seis empates e oito derrotas. A redenção veio com o Defensa y Justiça, com 13 vitórias, dez empates e nove derrotas.

A participação no DyJ não foi uniforme. Os números melhoraram muito a partir da conquista da Sul-Americana, de forma espetacular: seis vitórias, três empates e zero derrotas, com 16 gols marcados e sete sofridos. Eliminou Vasco e Bahia e venceu a final contra o Lanús, que eliminou o São Paulo.

Crespo é considerado por jornalistas argentinos como um treinador de futuro. "Joga com linha de quatro ao fundo, não se prende a um único esquema, gosta de ter posse de bola, é a chave para atacar. Arrisca sempre e tem métodos europeus de treinamento", me conta Christian Grosso, do Lá Nacion.

Em sua carreira como jogador, Crespo foi dirigido por Mourinho, Ancelotti e Bielsa, a quem admira. Ele se define como um apaixonado por futebol e com um grande sonho: "quero ser campeão do mundo dirigindo a Argentina".

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