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Leo Natel, a caVARda e o futebol virando queimada

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

26/01/2021 15h50

Um lance me chamou a atenção no jogo entre Corinthians x Bragantino. Foi no segundo tempo, quando o Braga vencia por 2 x 0.

Leo Natel recebeu uma bola na ponta-esquerda, perto da área. Ficou mano a mano com o zagueiro, que estava na área.

O defensor estava com as mãos para trás, todo torto. Uma posição antinatural, fora do eixo geométrico. Péssimo para se defender.

Se Léo Natel fizesse um movimento falso de corpo para a direita e cortasse para a esquerda, ganharia o fundo e teria o campo aberto para um bom cruzamento.

O que ele fez?

Chutou a bola no braço esquerdo do zagueiro, para tentar um pênalti.

Abdicou do drible para apostar no VAR, que poderia esclarecer as coisas para o árbitro.

A nova regra permite e incentiva esse tipo de pênalti. Querem mais gols, eu acho.

O futebol fica parecendo esgrima ou então, o jogo de queimada, tão comum nas aulas de educação física nos meus tempos de ginásio.

Lembram?

Um time daqui e outro de lá. Quem fosse tocado pela bola, saía do jogo.

Será uma tendência natural.

Já que temos um VAR caça-pênaltis, vamos ajudá-lo. E tome chutes nos braços de zagueiros que parecem pessoas amputadas.

Muito ruim, ainda que amparado pela regra.

Menon