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Saída de Felipão precisa ser choque de realidade para o Cruzeiro

Felipão em ação pelo Cruzeiro - Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Felipão em ação pelo Cruzeiro Imagem: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

25/01/2021 13h52

Felipão deixou o Cruzeiro após 23 rodadas em que levou o time do 19° para o 12° posto. Todos dizem que a missão - evitar o rebaixamento - foi concluída, mas sempre houve a esperança de conseguir o acesso.

Não veio. E a tristeza deve servir para alguma coisa. Para muita reflexão.

O Cruzeiro deve olhar para os que subiram. Chapecoense, Cuiabá, América e CSA ou Juventude. Talvez o Avaí. São clubes com folha salarial maior ou menor que a do Cruzeiro? Seus treinadores ganham mais ou menos que os do Cruzeiro? E, olha, se o Cruzeiro sofreu com administrações perdulárias, todos sabemos o que a Chape viveu.

É hora de pés no chão.

O Cruzeiro precisa entender que não é mais o velho Cruzeiro. Não pode ter Felipão, Mandei, Sassá, Marcelo Moreno...

Não pode pagar mais que os outros.

Precisa contratar certo. Um bom treinador e um elenco jovem e competitivo. Aproveitar a base. Buscar ou manter um ou outro veterano e se preparar desde já para a Série B.

O Cruzeiro precisa entender que não está na B de passagem. A B, atualmente, é seu lugar natural. Para sair, precisa de muito trabalho.

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