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Ceni ama Vitinho e odeia Gabigol

Técnico Rogério Ceni comanda o Flamengo em partida contra o Palmeiras no Brasileirão 2020 - Andre Borges/AGIF
Técnico Rogério Ceni comanda o Flamengo em partida contra o Palmeiras no Brasileirão 2020 Imagem: Andre Borges/AGIF
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

24/01/2021 18h19

Gabigol foi o artilheiro do Brasileiro nas duas últimas temporadas. Tem 93 jogos e 64 gols pelo Flamengo. E não agrada Rogério Ceni. O coração do treinador pulsa por outro jogador. Bem mais discreto.

Vitinho tem 27 anos. É aquele tipo de jogador que não foi e nunca será o que se esperava que fosse. Muita expectativa e pouca realidade. No Flamengo, onde chegou em 2018, com toda a pompa possível, tem 15 gols em 120 jogos.

Não se sabe bem o motivo, caiu nas graças de Rogério Ceni, que o considera fundamental. Na derrota contra o Athetico, jogou até os 41 minutos do segundo tempo, dando lugar a Michael, já no desespero.

Poderia ter saído antes?

Deveria.

Vamos ver.

O jogo estava 1 x 1 e aos 26 minutos, Ceni trocou Gabigol por Pedro. Um centroavante por outro. E deixou Vitinho, apagado em campo.

Não pode jogar com dois centroavantes?

Pode, mas sem Gabriel.

Foi o que ele fez aos 34 minutos. Colocou Rodrigo Muniz no lugar de Arrascaeta.

Dois centroavantes: Muniz e Pedro. Sem Gabigol.

E com Vitinho. Que só saiu quando o Furacão já estava vencendo.

São muitas substituições estranhas.

E Abelão, na dele, disparou.

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