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Noite mágica na Vila. Mais uma

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

13/01/2021 22h13

Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

O ataque mais letal do futebol mundial. Ela,até rimou. Normal, jogavam por música os quatro negros de camisa branca. Um quinteto, reforçado por Pepe.

E quantos mais? Quantas tabelas, triangulações, golaços? Juari, Robinho, Diego, Neymar, Chulapa...E outros sem fama. As camisas brancas transformam normais em gênios.

Quantos domingos de sonho? Quantas noites mágicas! Sempre no Urbano Caldeira. Sempre na Vila Belmiro, a mais famosa.

Mais uma. A vítima foi o Boca de Maradona e tantos outros. O Boca de Tevez, estrela em ocaso.

Nada pôde fazer contra o Santos alegre e vertical de Cuca. Mais um time ao seu estilo. Mais um trabalho espetacular.

Nada pôde fazer contra Soteldo, o minicraque venezuelano que joga como brasileiro.

Nada pôde fo Boca fazer contra Marinho, a não ser negar-lhe, através de Tevez, a troca de camisa. Na verdade, a branca valia por três azuis com faixa horizontal amarela.

Nada a fazer contra Pituca e Lucas Braga, dois daqueles que têm dias de gigante, quando vestidos de branco.

Dívidas. Jogadores saindo. Presidente com impeachment. Nada segurou o Santos.

Ali, na Vila amiga, as camisas brancas superam muita coisa. E fazem mágica em noites normais.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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