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VAR é guarda-chuva para árbitros com vocação para a mediocridade

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

12/01/2021 14h25

Os movimentos enérgicos de Caio Max Viera impressionam. Com as duas mãos indo da direita para a esquerda e vice-versa, mandou uma enorme mensagem não-verbal. Não, não foi pênalti de Ramires em Arana. Uma mensagem que ganha credibilidade pela ótima colocação do árbitro, a um metro do lance.

Dyorgenes José foi menos enfático ao apitar pênalti para o Sport, quando Rony estudou o peito, abriu os braços e a bola bateu em sua mão.

Aí, eu me lembro de uma velha marchinha de Carnaval: "se alguém te convidar pra tomar banho em Paquetá, menina vai, com jeito vai"

Caio Max foi. Foi na cabine do VAR e a jogada limpa virou pênalti.

Dyorgenes José foi. E o pênalti virou jogada limpa.

Eles não sustentam em pé o que falam sentados. Não mantêm uma decisão tomada a um metro do lance. Sempre aceitam o VAR.

Acredito que aceitam o VAR, mesmo achando que estavam corretos.

É uma vocação coletiva para a mediocridade. Fazem de tudo para serem coadjuvantes. E conseguem. Serão esquecidos rapidamente.

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