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São Paulo se torna credor da CBF

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

27/11/2020 14h54

O São Paulo decidiu não pedir a anulação do jogo contra o Ceará - empate por 1 x 1 - com um erro crasso de arbitragem. Vagner Magalhães anulou um gol do São Paulo, validou o gol e anulou novamente, após ter dado reinício ao jogo.

Havia argumento para a anulação. Se apitou o reinício, não pode voltar atrás. Por que o São Paulo decidiu não justicializar o caso?

Em uma nota oficial, o clube:

1) reconhece o impedimento de Pablo.

2) diz que não quer ver um possível título marcado por asterisco.

3) desanca o modo como o VAR foi utilizado, com falha de comunicação.

O terceiro item é o mais importante. A CBF, de forma enviesada, assume que foi uma grande lambança. Resume tudo ao termo "houve uma comunicação paralela" que ocasionou o reinício do jogo e a posterior anulação.

Foi o segundo erro contra o São Paulo reconhecido pela CBF. O primeiro, mais grave, foi a anulação do gol de Luciano contra o Galo.

Ao recusar a judicialização, o São Paulo não está apenas exaltando sua história. Está se colocando como um credor do VAR.

Acompanhemos as próximas trapalhadas dos árbitros. De campo e de vídeo. São muito ruins.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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