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Daniel Alves é imprescindível ao São Paulo

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

26/10/2020 14h04

Há dois fatos concretos sobre Daniel Alves e o São Paulo.

1) A relação custo/benefício é alta. O futebol que ele joga não vale o quanto ele ganha.

2) Ele não tem jogado bem. Tem errado passes que ocasionam ataques contra o São Paulo.

Ora, a partir desses dados, devemos concluir que ele é um estorvo e que deve tomar um chá de banco? Ou ir para a lateral.

Eu discordo. E minha tese, concordo, é meio complicada: "Daniel Alves está jogando mal, mas deve continuar porque ele vai melhorar e o time vai melhorar com ele".

É isso.

Mesmo porque o "jogando mal" de Daniel tem bons momentos. Foi dele a jogada do gol de empate conta o Fortaleza no primeiro jogo, foi dele a bela cabeçada que Lomba defendeu de forma milagrosa. E seu comportamento na decisão contra o Fortaleza, alentando, como um verdadeiro capitão, os companheiros?

E vai tirar Daniel para colocar quem? Hernanes está contundido. Rodrigo Nestor, de futuro brilhante, ainda é garoto.

Colocar Daniel na lateral pode ser em um jogo ou outro, em uma situação ou outra, mas no meio é que ele pode ajudar muito.

O futebol que Daniel entrega vale o que ele ganha? Não. Mas a análise sobre seu rendimento não pode ser maculada por esse fato.

Ruin com ele?

Pior sem ele.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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