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Uma aula de Rogério Ceni

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

19/09/2020 21h53

Não, amigos, não falo de uma aula a Coudet. Não sou de ficar procurando nó tático aqui e ali.

Foi uma aula de como defender uma vantagem. O Fortaleza vencia por 1 x 0 e jogou os últimos 15 minutos no campo do Inter. Quem ligasse a televisão, ficaria com a impressão que o Fortaleza estava perdendo.

Com a linha alta, os jogadores atacavam a bola. Jogadores do Inter tinham dificuldade para sair da defesa. Com a bola, eram atacados por dois jogadores. Sempre em inferioridade numérica.

E quando saíam para o ataque, sofriam novamente uma feroz marcação. O Fortaleza lutava muito pela bola.

Quando conseguia o desarme, havia o contra-ataque muito bem treinado, com Fragapane, Yuri Cesar e Orobó. Outra opção era o chutão. Sem nenhuma vergonha.

Nada de saída de três. Nada de passes laterais na área. Um jogo vertical e intenso.

Nada do sufoco que o São Paulo sofreu contra o River Plate.

Uma aula.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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