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Ninguém fez mais que Luxemburgo em 2020

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

17/09/2020 13h50

Se Luxemburgo ganhar a Libertadores do Corinthians (é uma ficção), ganhar o Mundial do Bayern e o Interplanetário dos Incas Venusianos, seus críticos dirão que faltou posse de bola e saída de três e que o grande treinador do ano é alguém que não ganhou nada, mas que implantou um revolucionário sistema de perde-pressiona.

O treinador do Palmeiras não é analisado pelos resultados que entrega e sim por não seguir os conceitos draconianos elencados pelos jornalistas para se definir o que é moderno.

Sabe o que é moderno para um palmeirense? O que é eterno para um palmeirense? Ganhar "deles". Ainda mais se for na casa "deles". Derrubar ou encaminhar a queda do treinador "deles". Vale muito.

Vanderlei fez tudo isso. Para seus críticos, não vale nada. Esquecem a história, o anseio da torcida e menosprezam o feito. "Ganhou o quê? Paulistão nem deveria existir mais".

O time está invicto na Libertadores. Ah, a chave é fraca. Ganhou na altitude? Ah, é um time da Bolívia. Está quase classificado? Quero ver na segunda fase.

É o único treinador que não é julgado pelos resultados. Não adianta estar invicto, não adianta revelar jogadores, nada adianta. O que conta é o desempenho. E o que define o desempenho? As regras que eu criei.

Imaginem se Luxemburgo tivesse sido eliminado pelo Mirassol e perdido para o Binacional.

Seria preso em nome dos bons costumes.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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