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Volpi e Tchê Tchê não merecem o status que têm no São Paulo

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

16/09/2020 13h19

Daniel Alves, Tchê Tchê, Volpi e mais oito. Assim é o São Paulo de Diniz e de grande parte dos torcedores. Reinaldo também joga todas, mas é naquela base do não tem tu, vai tu mesmo.

Dos três intocáveis, apenas Daniel Alves merece o apodo. Não estou falando de custo benefício, se ele vale quanto ganha, nada disso. Apenas algo mais simples: ele é imprescindível e quando está em campo, há certeza de bom rendimento individual e possibilidade de bom rendimento coletivo. Ele rende e o time render.

Os outros dois, não.

Tiago Volpi é o melhor goleiro do São Paulo desde a aposentadoria de Rogério Ceni. E essa comparação serve mais para exaltar Ceni do que Volpi. E para relembrar os enganos que foram Denis, Sidão e Renan Ribeiro.

Volpi é um bom goleiro. Ponto. Tem falhado muito. O gol de Ramiro, o gol contra o Binacional, o absurdo gol de Marinho e outros. A saída do gol em bolas altas traz mais angústia que segurança.

E Tchê Tchê?

Ele é primeiro volante? Marca mal.

Ele é segundo volante? Chuta pouco, não chega perto da área rival.

É um primeiro volante com ótimo passe. É um segundo volante que sabe marcar mais que a maioria.

Nesse cipoal de indecisões táticas, Tchê Tchê não protege sua defesa e não ataca a defesa do time adversário.

É pouco para ser um intocável.

O drama do São Paulo é assim: Volpi e Tchê Tchê, contratados para serem soluções, causam problemas também.

Se os intocáveis são inconstantes, como se pode esperar um time que seja constante?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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