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Saída de Rafinha é um aviso ao Flamengo e ao Brasil

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

14/08/2020 11h45

O Flamengo está perdendo Rafinha para o Olympiacos da Grécia.

O Flamengo é campeão brasileiro e da América do Sul.

O Olympiacos foi eliminado pelo Wolves, da Inglaterra, nas oitavas da Liga Europa.

E Rafinha não pensou duas vezes para trocar. Acionou uma cláusula do contrato que o liberava de multa em caso de oferta que o seduzisse. Em troca da cláusula, veio sem custos.

Percebem? Ele já veio pensando em voltar.

Vai receber mais do que o Flamengo paga e terá um contrato até junho de 2022.

É um retrato do futebol brasileiro.

O Flamengo pagou as dívidas e fez um projeto para ser hegemônico por um bom tempo. Montou um grande time, trazendo jogadores da Europa, como Rafinha e Filipe Luís.

E o que acontece?

Pablo Marí foi para o Arsenal.

Jesus foi para o Benfica.

Rafinha vai para o Olympiacos.

A Europa é a vitrine. A Europa paga mais, mesmo quando falamos de equipes de segunda linha, como Benfica e Olympiacos.

Nesse contexto todo, fica difícil aceitar a teoria de Domènec de que o Flamengo é um dos dez maiores clubes do mundo.

Não é, embora tenha feito de tudo para ser. Não é, embora mereça ser.

O caminho é longo.

E é difícil chegar lá, estando em um país que perde mil cidadãos diariamente por causa de uma pandemia totalmente naturalizada por um governo abjeto.

Que o Flamengo continue na sua luta. O primeiro passo foi dado ao não aceitar cobrir a oferta do Olympiacos. Não se pode fugir de um planejamento.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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