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Tiago Nunes promete rock e entrega samba de uma nota só

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

13/08/2020 13h18

Tiago Nunes chegou ao Corinthians para substituir Fabio Carille, um vencedor.

Prometeu mudar o estilo do Corinthians jogar.

Não prometeu ganhar. Prometeu mudar o estilo.

Não prometeu mudar o estilo para ganhar.

Apenas prometeu mudar o estilo.

Pouco, não?

Para exemplificar o que prometia, usou o termo rock'n'roll.

Possivelmente, ele considerou o trabalho de fácil execução. Abdicou do trabalho no final do ano passado. Preferiu assumir em janeiro.

E começou o trabalho.

Muito fraco. Nada de bom, nada de revolucionário, nada de bons resultados.

Uma das desculpas era que os times do interior estavam treinando há mais tempo. Muleta sem originalidade, tido ano alguém fala isso.

Veio a pandemia. E, após a paralisação, o time melhorou.

Melhorou nada. A diferença foi Jô. Cinco jogos, três gols, uma assistência e um pênalti sofrido.

E um estilo mais cauteloso, mais Carille.

Não tem rock. Tem esquema de uma nota só. Bola no Jô, que ele resolve. Se não resolver, o Cássio garante aqui atrás.

São funcionários dedicados, como o Roque do SBT. Será que entendemos errado?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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