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São Paulo é refém da teia de aranha de Fernando Diniz

Fernando Diniz - Rubens Chiri / saopaulofc.net
Fernando Diniz Imagem: Rubens Chiri / saopaulofc.net
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

13/08/2020 21h29

O São Paulo conseguiu sua primeira vitoria, logo na estreia. É muito bom. É ótimo. Não há mais o que esperar do time.

Bom futebol é ilusão.

Quinze dias após o vexame contra o Mirassol, o que se viu novamente foi um time embolado. Não joga pelos lados. Não tem velocidade. Não tem contra-ataque.

O que tem? Muitos passes curtos pelo meio do campo. Todo mundo por ali, inclusive Pablo. E essa troca incessante de passes perto da área ou no meio se assemelham a brincar com uma cobra venenosa. O risco é iminente.

Diniz até tentou mudar essa teia de aranha no meio do campo. Esse vaivém que nunca vai. Escalou Paulinho Boia aberto, para ter velocidade. Não deu certo. Bóia parecia uma âncora.

Diniz o tirou. Poderia colocar Pato, Everton, Igor Vinícius ou Helinho. Poderia marcar a saída de bola. Nada disso. Colocou o promissor Sara, que foi um a mais a participar da ciranda cirandinha.

E o Fortaleza, mesmo sem jogar bem, foi pressionando. O São Paulo terminou sufocado, com Luan entrando aos 43 minutos para segurar o resultado.

Um Fernando Diniz pragmático.

Um São Paulo que não dá prazer.

Apenas alívio.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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