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Menon

Que derrapada, Craque Neto!!!

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

10/08/2020 14h47

Eu sou fã do cidadão José Ferreira Neto, embora a gente tenha conversado uma ou três vezes na vida. Gosto do modo como ele se desnuda na televisão ou em reportagens, enfrentando velhos fantasmas.

O principal foi a cuspida em José Aparecido. Eu vejo total sinceridade em seu arrependimento. E vibrei muito com o estupendo programa sobre o racismo. Um marco.

Não gosto de atitudes que ele toma como comentarista. Comemorou a derrota do São Paulo para o Mirassol derrubando água na cabeça. Ulisses Costa, o narrador, riu muito.

Fácil solucionar. Depois de 50 anos, abandonei de vez as transmissões da Rádio Bandeirantes.

Há outro problema, bem mais grave. Neto fala para milhões. E o que fala tem repercussão.

Chama Luan de pipoqueiro porque não bateu um pênalti. No dia seguinte, a turba vai ao clube com faixas chamado Luan de... pipoqueiro.

Como vai ser quando um torcedor exaltado encontrar Luan na padaria? Ou no posto de gasolina? Vai ser duro.

Edilson repetiu a ofensa. Edilson é aquele que em 2018 disse que goleiro negão sempre leva um gol. Edilson eu não levo a sério.

Neto precisa aprender ou ser avisado da repercussão de suas falas. E da responsabilidade social que essa repercussão traz.

Craque Neto foi caneludo. Um oreiudo. Pé de rato.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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