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Sampaoli dá show. Brasileiros precisam aprender

Jorge Sampaoli é um dos destaques da temporada no futebol brasileiro - GettyImages
Jorge Sampaoli é um dos destaques da temporada no futebol brasileiro Imagem: GettyImages
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

09/08/2020 18h16

Jorge Sampaoli é um bálsamo no futebol brasileiro. Mostrou uma vez mais, agora pelo Galo e contra o Flamengo.

Colocou o Galo com muita personalidade e força contra o temido campeão da América. Não teve medo um instante sequer.

É impressionante a intensidade de seus times. A luta pela bola, a cada minuto, a cada jogada. Foram 16 desarmes, 15 interceptações e 24 cortes. Números que mostram um time muito atento ao jogo, pronto a não dar sossego a quem está com a bola.

Os brasileiros precisam aprender. Ter força para jogar sempre, inclusive quando o treinador erra. E Sampaoli também errou.

O Galo começou mal. Tinha três zagueiros e pouca gente no meio, o que permitia espaço para Gerson criar. Dominado, conseguiu o gol em uma infelicidade de Filipe Luís.

Consertou ainda no primeiro tempo. Tirou Gabriel e colocou Jair no meio. Equilibrou o jogo, marcando fortemente o dono da bola.

Depois, quando o Flamengo pressionou, voltou a ter três zagueiros e apostou no contra-ataque com Keno e Marrony.

Domènec respondeu às mudanças de Sampaoli tentando sempre colocar mais atacantes. Saíram Arrascaeta, Gerson e Everon Ribeiro e entraram Pedro, Michael e Vitinho. Não deu certo. Foi um sufoco sem organização.

O Flamengo poderia ter vencido, mas Gabigol e Bruno Henrique não estavam bem na hora de finalizar. Lentos para decidir. Vai melhorar, claro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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