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Menon

O Derby daria um lindo filme, com péssimo futebol

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

09/08/2020 13h50

Imaginem esses dois roteiros em um mesmo filme:

1) Treinador jovem chega aí primeiro grande time de sua carreira. Promete revolução. Afasta um ídolo. Os resultados são péssimos. Vem a pandemia. O time reage e se aproveita dos erros dos rivais. Chega à final e consegue empatar no último lance do jogo. Decisão vai para os pênaltis e o time perde na última cobrança.

2) Treinador veterano, depois de alguns anos sem bons resultados e sob desconfiança, chega ao clube em que foi mais feliz. Os resultados são bons, mas o futebol apresentado é muito diferente daquele dos velhos tempos. O melhor jogador vai embora. Ele tenta desesperadamente conseguir um substituto. Enfim, lança e da moral a dois jogadores jovens. Sai na frente na final e quando está pronto pra comemorar seu zagueiro comete um erro bisonho. Empate. E a vitória vem nos pênaltis com gol do garoto jovem que lançou.

Misturando tantos elementos, teríamos um grande filme. Eu terminaria com o garoto correndo pra bater. E não mostraria o resultado.

Sabe o que faltaria nesse filme? Bom futebol. Ousadia, drible, jogadas de gol.

O diretor teria de se virar. Nos trinta.

Nosso futebol está assim. Tem emoção. Não tem beleza. Não tem futebol.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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