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Cuca precisa salvar o Santos e provar que não é técnico de um semestre

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

07/08/2020 15h07

Cuca voltou ao Santos depois de uma fraca passagem em 2018. E olha que tinha Gabigol, Rodrygo e Bruno Henrique.

Agora, o buraco é mais fundo. Não vejo possibilidade de o Santos lutar por título ou Libertadores. Com o elenco atual, sem possibilidade de novas contratações e sob o comando temerário de Peres, ao Santos restou lutar por um campeonato sem sustos.

Cuca precisa se reciclar e provar que pode fazer trabalhos contínuos. Nos últimos anos não durou mais de um semestre.

No Palmeiras, em 2016, foi campeão e saiu em seguida. Trabalhou de março a dezembro.

No Palmeiras, em 2017, ficou de maio a outubro.

No Santos, em 2018, ficou de julho a dezembro. Saiu para cuidar de problemas cardíacos.

No São Paulo, em 2019, chegou em abril e saiu em setembro. Trouxe jogadores como Tchê Tchê e Vitor Bueno. Ganhou Juanfran e Daniel Alves. Trouxe o inacreditável Marquinhos Calazans e saiu porque o time não se adaptava ao seu estilo de jogo rápido.

Só sabe dirigir um tipo de jogador? Só tem um estilo de jogo? Chega e pede muitos jogadores? O futebol não pode mais viver sendo refém de treinadores assim.

Cuca precisa salvar o Santos. E se salvar também.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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