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Corinthians e Palmeiras jogaram como times grandes

Ederson, do Corinthians, tenta se livrar da marcação do Bragantino durante jogo pelo Paulistão - Rodrigo Corsi/Paulistão
Ederson, do Corinthians, tenta se livrar da marcação do Bragantino durante jogo pelo Paulistão Imagem: Rodrigo Corsi/Paulistão
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

30/07/2020 21h09

O Palmeiras não mostrou um grande futebol contra o Santo André. Não foi nada brilhante. Sente muito a falta de Dudu.

O Corinthians também não brilhou contra o Bragantino. Foi muito mais marcação do que criação. Muito mais Carille que Tiago Nunes.

E por que ganharam como time grande?

Porque time grande ganha mesmo quando não joga bem. Ganha no sufoco, como fez o Palmeiras. Naquele final de jogo, com chuveirinhos, era possível sentir que o gol sairia a qualquer momento. E veio com a cabeça de Felipe Melo.

E o Corinthians?


Fez um gol com trinta segundos. Como foi? Três jogadores na mesma bola. Conseguiram um desarme no meio e o gol saiu no contra-ataque, com chute de fora da área de volante.

Foi frango? Foi. Mas o gol mostrou concentração, marcação e firmeza.

O time não deu chances ao rival. E matou o jogo. Gol de cabeça de centroavante. Forte, alto, com presença de área.

Palmeiras e Corinthians devem fazer a final. Vai ser um bom jogo? Talvez. A certeza é que serão dois times que não dão nada de graça.

Times grandes.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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