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Negociação reprova Jesus, treinadores brasileiros e o nosso futebol

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

14/07/2020 12h00

O Benfica deseja Jorge Jesus.

Vamos destrinchar?

1) Duas das três maiores glórias do futebol português vieram pelas mãos de brasileiros: o terceiro lugar no Mundial de 66, com Oto Glória, e o quarto lugar no Mundial de 2006, com Felipão. E o Benfica veio ao Brasil contratar um treinador... português.

Por que não pensou em um brasileiro? Abel e Autuori são campeões do mundo. Luxemburgo ganhou vários Brasileiros. Mano e Dunga já dirigiram a seleção. Felipão está na área. Parreira, campeão do mundo?

Não existe problema com idioma.

Então, nenhum treinador brasileiro causa interesse ao Benfica.

Prova de desprestígio.

2) Jorge Jesus montou um time notável e que já marcou época. Ganhou o Brasileiro e a Libertadores. Fez boa partida contra o Liverpool no Mundial. E desperta interesse de um time... português. Terceira linha do futebol europeu. No máximo. Não passa disso.

3) O futebol brasileiro é assim. O melhor técnico dos últimos tempos só teria emprego em sua terra natal e em um clube cujo limite é brigar com o Porto pelo título português.

Fraco, não?

Menon