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Pódio da Fórmula 1 é espelho da tristeza mundial

Reprodução/TV Globo
Imagem: Reprodução/TV Globo
Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

06/07/2020 04h00

Alguma coisa está fora da ordem. No mundo. E o pódio da F-1 na Áustria foi a confirmação. Como se precisasse, não? São 64 mil mortos só no Brasil. A população de um Maracanã.

Em tempos de calamidade é meio irracional pensar em esporte. Ou ser saudoso de um tempo de abraços e vibração a cada gol, a cada pódio.

Mas que o pódio da Áustria ficou com aquele gostinho de dança com a irmã, ah isso ficou.

Cada piloto em seu quadrado. Círculo, no caso. A distância social bem respeitada. Todos com máscara à frente de arquibancadas vazias.

Entram na pista mais mascarados. Apressados e com medo, trazem os troféus. Entregam e saem em velocidade.

E a champanhe é estourada. E compartilhada com a equipe.

Uma grade separava o vencedor dos companheiros de trabalho. A noite deve ter sido longa. À base de muito álcool. Álcool em gel, é claro

Menon