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Caio Alexandre faz Botafogo lembrar passado glorioso e sonhar com o futuro

Caio Alexandre, volante do Botafogo, conduz a bola em duelo no Nilton Santos - Foto: Vitor Silva/Botafogo.
Caio Alexandre, volante do Botafogo, conduz a bola em duelo no Nilton Santos Imagem: Foto: Vitor Silva/Botafogo.
Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

28/06/2020 13h33

Gérson domina em seu campo, levanta a cabeça e faz um lançamento lido para Jairzinho. Ele mata no peito, mesmo bem marcado e faz mais um gol para o Botafogo.

O passado está lá. Glorioso e bem guardado. Não volta mais. Mas Caio Alexandre tem apenas 21 anos. E fez uma jogada de Gerson contra a Cabofriense. Com a precisão de um campeão olímpico de tiro com arco deu a Bruno Nazário a possibilidade de se transformar em Jairzinho. Ele aproveitou e fez 4 x 2 contra a Cabofriense.

Houve ainda o quinto, com um chute longo de Luís Henrique e outro, lindo, de Caio Alexandre, na gaveta de George.

Luis Henrique tem 18 anos. Pedro Raul, centroavante, tem 23 e fez dois gols.

Com muitas dificuldades financeiras, os jovens são a salvação do Botafogo, que teve ainda Honda bem apagado.

É lógico que a Cabofriense é fraca e mostrou preparo físico lamentável no segundo tempo. Mas que o Botafogo mostrou um futebol tão bonito como o protesto pelo assassinato de George Floyd, não há dúvida.

Menon