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Marcelo ajuda o mundo a respirar

Marcelo comemora gol do Real Madrid contra o Eibar com manifestação contra o racismo - Pierre-Philippe Marcou/AFP
Marcelo comemora gol do Real Madrid contra o Eibar com manifestação contra o racismo Imagem: Pierre-Philippe Marcou/AFP
Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

15/06/2020 11h00

Vivemos tempos terríveis. Duros. De chumbo. Estão deixando de ser tempos negros. Ainda bem. Evoluímos, embora ainda há quem conjugue os verbos denegrir e judiar.

São tempos em que respirar é difícil. George Floyd não conseguiu, sufocado por um joelho branco em seu pescoço.

É preciso reagir contra aqueles que querem nos levar de volta a uma etapa pré-civilizatória.

É preciso falar, mesmo sem usar palavras.

Obrigado, Marcelo, por encher nossos pulmões de ar. Por abdicar de dancinhas e erguer seu punho. Você nos representa.

Não temos um líder. Um Martin Luther King, um Malcon X. Precisamos ser muitos. Muitos marcelos. Qual Marcelo?

O do chute cruzado, do joelho dobrado e do punho levantado.

Menon