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Cruzeiro, afundando, se livra de Edilson e Robinho

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

05/06/2020 14h25

O Cruzeiro anunciou um déficit orçamentário de 394 milhões no ano passado.

O Cruzeiro anuncia a liberação de Edílson e Robinho, com salários somados de $950 mil mensais.

As notícias tem uma ligação. E uma lógica não é possível conviver com salários dessa ordem em um momento de crise total. Tanto que o teto salarial do clube é de 150 mil por mês.

É o que tem para hoje. A luta - dura luta - para voltar à Série A. Não é lugar para Edilson, Robinho, Fred e Thiago Neves. Dedé também deverá sair.

Os salários recebidos por esses jogadores mostra uma adaptação ao mercado. Apesar de assustador, é normal o Edilson receber 500 mil mensais. Mas, vale a pena? Se tivesse outro lateral, mais novo, ganhando $ 200 mil, o time cairia? Cairia com um júnior?

O Cruzeiro, afundando, está jogando peso ao mar. Não farão falta.

Menon