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Love sai e Jô vem. Corinthians faz boa troca, mas a gastança aumenta

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

05/06/2020 17h13

Vagner Love, 35 anos, veio da Turquia e vai para a Rússia.

Jô, 33 anos, veio da China, foi para o Japão e está voltando.

Assim vive o futebol brasileiro. Jogadores veteranos, com mercado apenas em mercados de segundo nível, voltam ao Brasil para ganhar muito. Gasta-se com eles, parte do que se ganha com a venda de jovens como Pedrinho.

O futuro paga o presente que tem cheiro de mofo.

Mas é assim. Não dá para escrever sobre o que não é. Ou sobre o que deveria ser.

A possibilidade de Jô render muito mais que Love é imensa. Afinal, Love jogou muito pouco, apesar do gol do título contra o São Paulo.

Para não ficar com três centroavantes, o Corinthians mandou Gustagol embora. Ficou com Boseli e Love. Agora, Boseli e Jô.

Me parece a melhor dupla.

E a mais cara também.

Pelo que li, a troca de Love por Jô encarece a folha salarial em $ 280 mil por mês. São mais $ 3,36 milhões por ano.

De milhão em milhão, a sombra da falência do Cruzeiro vem à tona. Nunca acreditei nisso, o Corinthians tem mais patrimônio, mas, de uma forma ou de outra, a gastança vai cobrar seu preço. Mesmo que Jô seja o Jô de 2017.

Menon