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Obrigado, doutor Sócrates

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

31/05/2020 15h41

Um grupo de torcedores antifascistas, majoritariamente corintiano, foi às ruas defender a Democracia. Defender e não apenas exaltar. A Democracia está em perigo pela ação de grupos nazifascistas como os 300 de Sara Winter.

Foi a primeira manifestação maciça de rua contra os fascistas. De enfrentamento e não de notas de repúdio ou abaixos assinados. Com as armas deles, que não tem argumentos.

O resultado foi o acoelhamento dia fascistas.

Podemos dizer que todo corintiano é antifascista? Democrata? Evidentemente, não. A maioria deve ter votado em Bolsonaro. Um reflexo da sociedade brasileira.

Por que, então, é sempre a torcida corintiana fã sempre um primeiro passo?

Há um sentimento de Democracia. Um sentimento libertário. Algo mais que as outras.

Uma herança de Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, o Dr Sócrates. Seu exemplo de luta pelas Diretas Já persiste. É um legado tão importante quanto seus 154 gols em 286 jogos.

Obrigado, Sócrates.

Menon