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Andrés enfrenta a crise demitindo os mais pobres

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

27/05/2020 14h32

A crise bateu na porta do Corinthians. Arrebentou a porta. Enquanto o clube não recebe $ 120 milhões da venda de Pedrinho ao Benfica, recorre à velha receita da tesoura. Corta tudo.

O ginásio Wlamir Marques não receberá mais o time de basquete. Motivo? Não tem mais time de basquete. Tomara que a drástica decisão seja revertida, agora que a Federação Paulista anunciou a realização de seu campeonato a partir de agosto.

A tesoura vai picotar a base. Diminuirá o número de equipes e também a busca de jogadores. Não haverá mais peneira. Assim, os observadores irão receber o bilhete azul.

Os esportes olímpicos também sofrerão com cortes.

São cortes necessários?

Caso sejam, seria bom sonhar com contratações para o time profissional. Parar de sonhar com Jô. E reduzir salários (após séria negociação) com o treinador e jogadores.

Um time de basquete se mantém em nível competitivo com $ 300 mil mensais. Quanto ganha um funcionário demitido? $ 10 mil? Qual a ajuda de custo a um garoto de 15 anos? Mil reais?

Os pobres estão pagando.

Menon