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Luiz Lima e Tiago Pereira são gremlins

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Imagem: Reprodução
Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

19/05/2020 15h44

Santa Joanna Maranhão que me perdoe, mas nadador brasileiro é muito alienado. A bem da verdade, todos os esportistas são.

Luiz Lima, grande nadador e deputado federal bolsonarista, publicou um vídeo no Instagram. Ele disse que 15 mil mortos é um número que impressiona, mas que devemos lembrar que o Brasil tem 5 mil municípios.

Thiago Pereira fez um comentário da do apoio à tese aritmética.

Luiz Lima é aquele que, em 2016, desejou a morte do ex-presidente Lula. Veja bem, não desejou a morte política, a derrota, a perda de mandato, nada disso. Queria a morte física.

Esse tipo de argumento não é humano. Ficar fazendo conta de dividir para falar de morte é imoral, indecente, criminoso. A conta certa é quantas pessoas um morto deixa. Mãe, pai, filho, irmão, amigos.

São pessoas, não são números.

Para Luiz Lima, o que importa são os 3min52s25 com que venceu o Pan de Winnipeg em 99. Para Tiago Pereira, o importante são os 4min05s86 que lhe garantiram a maravilhosa prata na Olimpíada de Londres, em 2012.

Eu ia dizer que os dois são kikos marinhos, os inofensivos mascotinhos dos anos 70. Surgiam como mágica quando um pó era jogado na água.

Mas eles não são inofensivos. A atitude deles não é inofensiva. Minimiza mortes e favorece a inércia diante da pandemia. São como os gremlins do filme de Joe Dante em 1984.

São mascotinhos bobinhos, nunca se posicionam sobre nada, mas ao cair na água, viram monstros terríveis

Menon