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Corinthians destrói argumento rubro-negro

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

17/05/2020 17h35

Vendo a reprise de Corinthians x Chelsea, fica evidente a falácia de torcedores do Flamengo. Qual? A versão de que o Flamengo do ano passado jogou de igual para igual contra o Liverpool, enquanto o Corinthians foi pura retranca contra o Chelsea.

Não foi. Jogou bem, teve saída de jogo e marcou um gol de pura construção. Bola de pé em pé, desde atrás.

Cássio jogou muito. Cássio é goleiro. Então, houve um massacre evitado por Cássio? Não, nada disso. O Chelsea atacou, é lógico, atacou mais e havia um goleiro ali. Goleiraço.

E, quase sempre, quem está perdendo, ataca mais, não é? O Corinthians soube atacar e soube se defender também.

E o fato de atacar mais não é o único parâmetro para se analisar em um jogo de futebol. O Flamengo comemora ter tido posse de bola contra o Liverpool. O São Paulo comemora a defesa mágica de Ceni. O Inter comemora o gol de Gabiru, após grande contra-ataque.

Os flamenguistas tinham uma tese: o Flamengo tem o maior time da América do Sul. Estava indo por água abaixo até o erro de Pinola.

Passaram a ter nova tese: o Flamengo tem o melhor time do mundo. Foi derrotada pelos fatos.

Então, era necessário criar uma nova tese: o Flamengo perdeu, mas é melhor do que os que venceram. O subjetivo contra o objetivo.

Basta uma olhada no jogo para ver que não. E, se passarem o São Paulo contra o Liverpool e o Inter contra o Barcelona, também se verá.

E, vamos colocar lógica na discussão.

Se um time joga aberto e perde e outro joga fechado e ganha, parece claro que a opção de jogar aberto foi errada, não?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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