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São Paulo força a barra e cria a narrativa do Dinizismo

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

14/05/2020 14h52

É interessante ver como o São Paulo, através de seu departamento de comunicação, busca criar boas notícias em meio a um período de jejum de títulos. É a função, ninguém vai criar notícia ruim.

O problema é forçar a barra. Eu, por exemplo, sou impedido de falar com o presidente Leco. Já tentei por todos os canais. Ou não confiam em mim ou não confiam nele.

Em 2018, a ordem foi bombar a hashtag a base vem forte. E era uma safra ruim, com Pedro Augusto, Paulo Henrique, Ronny, Paulo Boia e outros jogadores muito fracos. Ninguém deu certo e o time foi mal de novo.

Agora, é o tal Dinizismo. Como se existisse um dinizismo. Como se Fernando Diniz tivesse criado algo revolucionário, algo transformador. Aliás, ele mesmo renega o termo.

Mas está lá no Instagram do clube. Já são dois meses sem o dinizismo, a torcida sente saudades. Vamos relembrar os gols.

Ora, o São Paulo dava mostras de estar melhorando. Apenas isso. Não era certeza de nada, vide a derrota vergonhosa para o Binacional.

Em vez de louvar o time, atrela-se o clube ao treinador, com a criação do termo que não se justifica.

O São Paulo precisa ganhar títulos. Só assim, vão terminar construções de narrativas como a base bem forte e dinizismo.

Aliás, a base pode vir forte, mas nem consegue fazer a viagem de Cotia só Morumbi. É só ver o caso de Morato e Tira.

Menon