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José Silvério sai de cena com dignidade

Retrato do jornalista José Silvério - Lucas Seixas/UOL
Retrato do jornalista José Silvério Imagem: Lucas Seixas/UOL
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

26/04/2020 15h25

Há 20 anos, o Marc Tawill, que trabalhava na Pan e no Jornal da Tarde, trouxe um furo ao jornal: José Silvério ia trocar de rádio. Iria para a Bandeirantes. Uma notícia de impacto.

Hoje, ele sai da Bandeirantes possivelmente para uma aposentadoria. Notícia triste, mas de pouco impacto. Ele já estava trabalhando pouco. A ideia era chamar a equipe esportiva de "Equipe José Silvério" e utilizá-lo como uma grife, um chamariz para patrocinadores. Não deve estar dando certo.

O problema não é José Silvério, nunca foi. O problema é o meio de comunicação chamado rádio. Todos amam Silvério, mas quem acompanhou algum jogo das últimas Copas do Mundo através de sua voz? Ou de outro narrador?

Silvério poderia continuar empregado, se fizesse parte dos programas da televisão. Estar na bancada da Fan ou do Neto. Estaria em maior evidência, como Ulisses Costa. Não sei se foi convidado. Mas, se fosse e continuasse empregado, seria apenas - mais uma vez - que o rádio está a reboque da televisão.

O melhor narrador esportivo dos últimos 40 anos, juntamente com Osmar Santos - garantiria seu emprego sendo escada para Denilson. Talvez precisasse usar uma fantasia. Talvez precisasse ser ridicularizado.

Melhor voltar para Lavras.

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