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Tiago Nunes e um discurso sem pé e nem cabeça

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

25/03/2020 04h06

Tiago Nunes deu uma entrevista ao Bandsports. Disse uma frase absurda.

"Estou preocupado em fazer da melhor maneira possível o que fui chamado para fazer: mudar a maneira de jogar e ajudar o Corinthians a revelar jogadores".

Sério?

Eu pensei que todo treinador contratado por Corinthians e outros gigantes brasileiros tivesse a obrigação de ser campeão. Ou, pelo menos, de lutar por títulos.

Vai mudar o estilo de jogo? Ótimo, mas está tarefa não se encerra em si mesma. A mudança tem de visar títulos.

Vai revelar jogador? Ótimo, mas a revelação de jogadores deve ter como consequência a busca de... títulos.

Quem fica contente em revelar jogadores e jogar "bonito" é treinador, dirigente e torcedor de time pequeno.

Meu amigo Igor Ramos escreveu livro e filme sobre o Botafogo de Ribeirão Preto, campeão do primeiro turno do Paulista de 1977.

Uma conquista bonita, que deve ser recordada.

Não é o mesmo se fosse uma conquista corintiana. Já estaria esquecida. Cada um com seu tamanho. Tiago Nunes parece não haver entendido o tamanho do Corinthians.

E não adianta ficar falando em motivação política para as críticas. Elas só existem por causa dos resultados ridículos. Reduzir tudo a uma questão política é jogar o problema para debaixo do tapete. Como faz um certo capitão.

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