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Menon


É Carnaval!!! Viva o bloco dos mascarados e marrentos

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

23/02/2020 04h06

Qual o grande destaque do nosso bloco? O sueco Ibrahimovic? Ele disse que Copa do Mundo sem ele não é Copa? Renato Gaúcho? Tem certeza que jogou mais que Cristiano Ronaldo? Ou Cristiano Ronaldo, segundo ele, o maior jogador de todos os tempos? E Pelé estava incluído.

Olha, nada contra eles. São todos ótimos. E nada tenho contra jogador mascarado bom de bola. Fazem falta.

Tem o mascarado ruim. O lateral Lúcio, estava no Palmeiras em 2004 e disse ser o quarto melhor lateral do...Mundo, sim, do Mundo, apenas atrás de Roberto Carlos, Serginho e Leo. Ou o professor Parreira, que via o Brasil com uma mão e meia na taça de 2014? Bem, ele também disse que a CBF é o Brasil que deu certo. Tudo isso antes do 7 x 1.

Fiquemos com os malucos-belezas. Como o Roberto Carlos, que tinha um canhão no pé esquerdo e um apartamento no braço esquerdo. É assim que ele chamava seu relógio, com brilhantes.

Ou os impagáveis Romário, Renato Gaúcho e Túlio Maravilha, que lutavam pelo título de Rei do Rio? Marrentos, mas que nunca se recusaram a deixar o campo em uma substituição, como Ganso fez com Dorival Jr. Pensando bem, quem iria tirar um desses três?

Talvez o Mourinho. O português, em má fase, não aceita críticas ao seu trabalho. e, com três dedos, lembra que já foi um dos grandes do mundo.

Gabigol é marrento. Muito. Mas, como é amado pelas crianças. E como as trata bem. Um marrento do bem.

Edmundo? É mezzo marrento, mezzo inocente. Já se meteu em várias confusões e provocações, mas em duas delas se deu mal. Parou a bola na lateral e, marcado por Gonçalves, fez a dança da bundinha. No jogo seguinte, o Vasco perdeu para o Botafogo e ele teve de ver, ao vivo e a cores, a rebolada de Gonçalves.

E, contra o Vélez, Edmundo arrumou treta com Zandoná. Em seguida, ficou de costas para o argentino. Levou um pé de ouvido e foi ao chão.

Marrento que é marrento não dá uma bobeira assim.

E assim somos. Quando o cara joga em outro time e faz uma presepada, xingamos de marrento. Quando o marrento é nosso, vira espontâneo.

Na verdade, todos gostamos de uma marrentice. É o sal da vida, quando falamos de futebol. Hoje, o dia é deles, os eternis marrentos/mascarados/bons de bola.

Errata: o texto foi atualizado
Diferente do informado, Edmundo jogava pelo Vasco quando deu a famosa rebolada na partida pelo Campeonato Carioca de 1997 contra o Botafogo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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