PUBLICIDADE
Topo

Menon


Com Adnet e Felipe Neto, a Estrela não é mais solitária

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

20/02/2020 04h02

O time do mais belo distintivo do mundo tem problemas financeiros gravíssimos. Está caminhando para ser Botafogo S/A. E como ter um time competitivo, como contratar sem dinheiro?

Com ousadia e amor. A torcida, fanática e enlouquecida, teve papel fundamental na contratação de Honda.

E agora, o clube pode trazer Yayá Touré. E, se na vinda de Honda houve um movimento espontâneo, agora há dois comandantes: Felipe Neto e Marcelo Adnet, que arrastam multidões (só para lembrar o clichê jornalístico) nas redes sociais. Não ficaram somente no engajamento. Puseram dinheiro no projeto, sem nenhuma garantia de recuperá-lo a curto prazo.

Não é só dinheiro. Eles estão injetando amor e ousadia em um clube com um passado glorioso e um presente tenebroso. Estão dando alegria a torcedores apaixonados.

E os dois veteranos são um bom investimento? Com criatividade, os custos podem ser mais bem equacionados. Não apenas com venda de camisas, mas com o crescimento do programa sócio torcedor. E muito mais.

Esportivamente, falando? É um risco, mas eu acredito que ainda há um pouco de suco nas duas laranjas, a japonesa e a marfinesa.

Menon