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Reinier e as lágrimas alegres e tristes do futebol brasileiro

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

19/02/2020 04h00

Classificação e Jogos

Ah, se o futebol brasileiro, essa entidade mítica, adorada em todo o mundo, fosse um ser humano. Ele estaria chorando junto com Reinier, em sua chegada ao Real Madrid.

Como não chorar junto com um menino de 18 anos, que chega a um dos maiores clubes do mundo? Como não se emocionar ao vê-lo agradecer e homenagear pai, mãe e irmã?

Como não chorar junto com o garoto de 18 anos, de terno e tentando falar espanhol em sua primeira entrevista?

Como ele, o futebol, não imaginar peraltices do trio Reinier/Rodrigo/Vinícius Jr? Quem sabe o ataque do Real Madrid? Ou da seleção brasileira?

É uma prova a mais do constante revigoramento do futebol brasileiro, de sua renovação interminável. Gabriel Jesus já é um vovô.

Mas as lágrimas do Ser Humano Futebol Brasileiro também são de tristeza. Reinier disse que está cumprindo um sonho de infância. É verdade. A criança com futuro no futebol, já pensa na Europa. O sonho não é ser um novo Zico. É ser protagonista longe daqui. Só voltar no final do ano, para o jogo do Zico.

Reinier tem 15 jogos e seis gols pelo Flamengo. E já vai voar, longe daqui, pertinho daqui, no sofá da sala.

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