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Trabalho de Tiago Nunes é ruim

Tiago Nunes, treinador do Corinthians, durante partida contra a Inter de Limeira - Daniel Vorley/AGIF
Tiago Nunes, treinador do Corinthians, durante partida contra a Inter de Limeira Imagem: Daniel Vorley/AGIF
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

13/02/2020 15h23

Um time está em má situação na partida. Tem 30 minutos para fazer um gol. O treinador coloca um centroavantão e começa a cruzar bolas. Não dá resultado? Tira um volante e coloca mais um atacante para cruzar bola na área.

É o bê a bá de todo treinador antigo. Da várzea, de onde quer que seja.

Tiago Nunes, considerado um técnico moderno, com enfoque na circulação de bola, fez o mesmo contra o Guaraní

Errado? Não critico. É uma receita clássica. Ninguém é obrigado a fazer sempre a mesma coisa.

O problema é outro. Por que as convicções de Tiago Nunes não deram certo contra um time aguerrido, porém modesto?

Por que o Corinthians continua sendo tão vulnerável na bola alta? No primeiro tempo, Redes perdeu um gol feito no rebote de Cássio?

Mas, estamos falando de rendimento, quando o que importa é resultado. Resultado significa dinheiro. Um exemplo: se chegasse à fase de grupos, o Corinthians enfrentaria o Palmeiras duas vezes. Pouco dinheiro? Ainda teria Tigre e Bolívar.

Tiago Nunes foi contratado em novembro, sabendo que haveria esses jogos eliminatórios em fevereiro. Poderia ter três meses de trabalho seguido e declinou. Resolveu colocar a mão na massa apenas em janeiro.

Aí, entra o erro da diretoria, com a participação na Flórida Cup, que serviu apenas para atrasar a preparação.

Bem, com tantos percalços, havia o Paulistão para entrosar o time. E como o Corinthians chegou ao jogo decisivo? Com a dupla Love e Boselli, que só havia jogado junta por 13 minutos, contra o Botafogo, na estreia do Paulistão.

Em resumo: poderia ter trabalhado mais tempo e no pouco que trabalhou não conseguiu resolver problemas básicos.

Mas está mudando o estilo de jogo, sob o comando de Cantillo, ótima indicação. É uma semente. Mas a cobrança precisa ser por resultado. E ele fracassou miseravelmente.

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