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Menon


Pedrinho e Antony são bons. Apenas bons

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

12/02/2020 12h34

O Corinthians precisa fazer dois gols no Guaraní para se classificar.

O São Paulo precisa urgentemente aumentar sua média de um gol por jogo.

Os corintianos vibram com a volta de Pedrinho contra o Guaraní. Os são-paulinos exultam com o retorno de Antony contra o Corinthians, no sábado.

É muita expectativa para pouco embasamento. Pedrinho tem 12 gols em 137 partidas. Um a cada 11 jogos. Antony tem seis gols em 48 aparições. Um em cada oito jogos.

É muito pouco.

Ah, mas Pedrinho é um meia ou ponta... Não é centroavante.

Ah, mas Antony é um ponta-meia... Não é centroavante.

É muito pouco, repito.

Antony vão fazer 20 anos, Pedrinho está perto dos 22. Já deveriam ter mostrado muito mais do que mostraram.

Eles se valem da grande exposição da Copa São Paulo. O são-paulino confunde tudo o que Antony fez na Copinha do ano passado, dupla infernal com Gabriel Novaes, com o que ele ainda pode fazer no profissional.

Pedrinho foi o melhor do Corinthians no título de 2017. Isso ajuda muito.

Os dois podem ser titulares em Corinthians e São Paulo. Mas não consigo vê-los como protagonistas de um título. Não consigo vê-los com uma carreira brilhante no futebol, jogando bem na Europa.

Esqueçamos Neymar ou Firmino. Comparemos com Richarlison. Não vai dar para eles.

O fato de serem esperança de suas torcidas mostra apenas que o futebol que se joga aqui é fraquinho.

Menon