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Autuori precisa aceitar o futebol brasileiro real, sem estrutura e ética

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

12/02/2020 16h57

Paulo Autuori é uma das pessoas mais legais que conheci no futebol brasileiro. Culto, ponderado, inteligente...Olho no olho nas entrevistas.

Ele está acima do atual estágio do futebol brasileiro. Profissional capacitado como treinador ou gerente de futebol.

A torcida do Botafogo tem o que comemorar com a sua chegada. E não falamos apenas da lembrança de 1995.

O problema é uma dicotomia muito bem lembrada pelo colega Gustavo Franceschini no twitter.

O futebol brasileiro não está preparado para Autuori ou Autuori não está preparado para o futebol brasileiro?

É preciso lidar com as carências estruturais dos clubes. E com as carências profissionais dos dirigentes. Sem tocar em (falta de) ética.

É aqui que ele trabalha. É aqui que precisa dar resultado a curto prazo. Não adianta desistir e se irritar diante da pobreza que se tem aqui.

É preciso ser mais maleável. Ao aceitar o Botafogo, está ciente de todas as dificuldades vividas pelo Glorioso. Sua chegada traz esperança e autoestima. Nem tudo o que tem para dar, será assimilado. Nada é perfeito. Nem o excelente Paulo Autuori.

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