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Brasileiros patinam e falar em surpresa é arrogância

Miguel tenta concluir jogada durante duelo Fluminense e Unión La Calera, pela Copa Sul-Americana, no Maracanã - Thiago Ribeiro/AGIF
Miguel tenta concluir jogada durante duelo Fluminense e Unión La Calera, pela Copa Sul-Americana, no Maracanã Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

09/02/2020 10h02

Vasco 1 x 0 Oriente Petrolero

Guaraní 1 x 0 Corinthians

Fluminense 1 x 1 Unión La Calera

Unión 3 x 0 Galo

O que há em comum nos resultados dos confrontos internacionais dos times brasileiros no início do ano.

A maneira como são encarados por jornalistas, torcedores, jogadores e dirigentes. Uma grande parte, não a totalidade.

Brotam termos como surpresa, surpreendido e surpreendente.

O Vasco jogou muito bem e merecia uma vitória maior contra o surpreendente time boliviano, que se fechou muito bem. Ou, traduzindo: o Vascão tinha de golear um time com esse nome estranho. Mas, Vasco da Gama também é um nome estranho.

O Corinthians, NOVAMENTE foi surpreendido pelo Guaraní do Paraguai. Bem, se já havia perdido com Tite, por que não poderia. perder com Tiago Nunes? No caso, havia até uma certa precaução nós prognósticos, mas baseada apenas na derrota anterior e não no conhecimento das qualidades do time paraguaio.

Unión La Chaleira? É isso? Como o Flusão empata com um time destes? Mas, o Flusão não tem sido tão Flusão assim, não é mesmo?

E o Galo, massacrado pelo Unión de Walter Bou? Santa Fé? Onde fica? E ainda leva gol de lateral.

É como o São Paulo. Eliminado pelo Defensa y Justicia, eliminado pelo Colón e acha surpreendente perder para o Talleres. Córdoba, onde é?

Os torcedores brasileiros consideram seus clubes acima de todos da América do Sul. Aceitam empatar com Boca e River, nada mais. Com o campeão argentino da temporada também. O resto é tudo cucaracha.

E tome Tolima. E perca Libertadores para LDU em casa.

E quando a surpresa vem, a explicação sempre passa pela catimba. Não é Riquelme. Não é Gallardo. É catimba.

O Inter que time cuidado com a Universidad de Chile, o Goiás com Sol de América ( o que que é isso?), Fortaleza com Independiente e Bahia com Nacional.

Já não há surpresas

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