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Alline Calandrini: "Corinthians é time a ser batido" no Brasileiro feminino

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

07/02/2020 07h04

O Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol começa amanhã, dia 8. No dia seguinte, já haverá um Corinthians x Palmeiras.

O blog conversou com Alline Calandrini, ex-jogadora da seleção e atual comentarista da TV Bandeirantes, que transmitirá um jogo por semana.

Qual sua análise sobre os favoritos?

Minha análise vai de acordo de como terminou o brasileiro 2019 junto com o movimento dos clubes pra esta temporada de 2020. Saberemos mesmo quando a bola rolar.

Ferroviária, tem tradição e é o atual campeão. Manteve o time do ano passado, trouxe outras atletas que somam e muito para a equipe. Como o retorno da Chu e Sochor.

Corinthians, o time a ser batido. Perdeu nos pênaltis para a Ferroviária no brasileiro de 2019. Foi favorito em tudo que participou no ano passado. Campeão Paulista e da Libertadores. Manteve todo o elenco, com exceção da artilheira Milene. Reforçou pontualmente a equipe, mas nomes que se destacavam em times anteriores. Andressinha, foi a maior contratação.

Kinderman, equipe que tem tradição no Futebol Feminino. Sempre chega. Muito competitiva. O time é comandado pelo técnico Jorge Barcellos que conhece sua equipe. Tem boa definição tática. Trouxe a Letícia Silva, jogadora que se destacou em 2018 no Brasileirão.

Palmeiras, estava na A2 e conseguiu o acesso para a A1. Por isso reforçou muito bem sua equipe. Acredito que dentro de campo veremos essas mudanças com as peças contratadas. Alguns nomes chegando como Rosana, jogadora experiente e que faz várias funções. Angelina que é nova, mas joga como uma experiente, foi um grande destaque do Santos na temporada passada. Assim como Ary, que estava no São Paulo e foi para o Alviverde.

Santos, a equipe titular do ano anterior foi praticamente desmanchada. O que gerou dúvidas para essa temporada. Mesmo não chegando longe nas competições. Mas trouxe excelentes nomes, com a intenção também de resgatar a tradição das sereias da vila. Como por exemplo Cristiane e Thaisinha, que fizeram parte da história do clubes.

2) São Paulo e Flamengo?

O São Paulo não reforçou igual o Palmeiras. Mas eu me baseei nas contratações. Só saberemos mesmo a força da equipe em campo. Acho que está um patamar abaixo do Corinthians, Ferroviária e Kindermann, os favoritos.
O Flamengo/Marinha perdeu sua equipe titular. Muitas saíram.

3) Alguma jogadora para ficar de olho,?

Esse ano fomos surpreendidos com o movimento do Futebol feminino. Especialmente o retorno de jogadoras que jogavam no exterior. Como Thaisinha, Andressinha, Byanca Brasil. O internacional também tem a Ju, que comandou meio de campo do Flamengo na temporada anterior.
Luciana goleira que foi uma das grandes responsáveis da conquista da Ferroviária, junto com a qualidade da Aline Milene no ataque.
Gabi Zanotti, Victoria Albuquerque e Andressinha pode ser um grande combo para o Corinthians.
No São Paulo tem a Gláucia, que foi um dos maiores destaques na temporada anterior, esse ano estará jogando com a Duda, que se destacou nos jogos da seleção.
Cristiane, Brena e Thaisinha no Santos também prometem.
Letícia Silva, Bruna Calderan, Bárbara no Avaí/Kinderman.
Ary, Angelina, Carla, Isa no Palmeiras.
Katrina, Minas Icesp.

4) A estrutura melhorou?

Em alguns, outros mantiveram e outros decaíram. Ainda não é uma melhora na realidade da modalidade no contexto geral, inteligente. Mas, algo a ser comemorado. Neste brasileiro de 2020, teremos número recorde de times
Profissionais. Na série A1, dos 16 clubes, 10 são considerados profissionais.Os campos agora precisam atender à exigência de capacidade mínima.

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