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Dudamel coloca nos outros a culpa de seus fracassos

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

03/02/2020 15h49

O Galo empatou com o Coimbra, de Contagem, e com o Tombense, de Tombos. Zero a zero. Um a um.

Os resultados deixaram o Galo com oito pontos em quatro jogos. O Cruzeiro tem nove em três. O América, sete em três.

E de quem é a culpa dos fracassos?

Está é fácil de responder.

Pelo menos para Dudamel, o treinador do Galo.

A culpa é do mordomo.

A culpa é dos adversários, que praticam um futebol mesquinho. A culpa é dos adversários, que, mesmo com mais tempo para treinar, não atacam.

Fácil, né?

Ele reconheceu que faltou dinâmica e intensidade ao seu time. Disse que sabe que precisa melhorar. E também criticou erros de arbitragem.

Tudo bem, mas me incomoda quando um treinador tenta escolher o que o outro deveria fazer.

O que Rafael Dudamel queria? Que os rivais jogassem no campo do Galo, pressionando e dando espaços para que o Atlético aproveitasse? Queria que perdessem de cinco? Ou seis?

O Atlético traz um treinador estrangeiro e ele justifica o mau rendimento criticando a postura dos rivais?

Aproveito para dar os parabéns a Diogo Giacomini e Eugênio Souza, que, com recursos menores pararam o Galo. Com salários menores, bem menores que Dudamel.

O discurso do treinador venezuelano é universal. É repetido sempre por Renato Gaúcho, por exemplo. Ele critica os rivais do Grêmio por jogarem na defesa. E, quando foi enfrentar o Real Madrid, ficou mais atrás que brasileiro na São Silvestre.

Sem nenhuma xenofobia, Dudamel por ser venezuelano, deveria ser mais humilde. Estamos falando de futebol e não de petróleo. Ou de basquete, ou de beisebol, ou da espetacular Yulimar Rojas.

Ele, que fez carreira na Colômbia, como goleiro, e que mudou o patamar da seleção venezuelana, já deveria saber que time pequeno joga por uma bola, por um resultado e nunca por um campeonato.

Menon